sexta-feira, 18 de julho de 2014

Capítulo 32

Eu prestava atenção no caminho enquanto Bruna não parava de falar, até ela ser interrompida pelo barulho de um carro acelerando e parando "atravessado" na estreita estradinha de terra, nos impedindo de continuar.

Parei o carro e pude ver a porta se abrindo, com a iluminação do farol, e um homem descendo com uma arma na mão. Ele veio em direção a nós com a arma e nesse momento lágrimas já rolavam em meu rosto, enquanto Bruna tinha os olhos arregalados e a boca aberta em um perfeito o.

O homem tentou abrir a porta do carro, que estava trancada, e após não conseguir chutou a mesma me fazendo abrir com as mãos trêmulas.

-Passa tudo que tem! Agora! Rápido! -ele apontou a arma próxima ao meu pescoço.

Bruna o entregou seu IPhone e sua bolsa e ele continuou com a arma apontada para mim.

-Vaza loirinha! -apontou a arma para Bruna que começou a chorar desesperadamente- Vaza rápido! -Bruna toda atrapalhada abriu a porta e saiu- Cadê a chave do carro?
-N-no... A-aqui -o entreguei.
-Vaza! -ele me empurrou do carro, me fazendo cair sobre a grama.

Outro cara, que estava junto com o assaltante, arrancou com o outro carro e ele arrancou com o meu.

-Cunha , tá tudo bem? -Bruna dizia chorando.
-Tá Bubu! -disse chorando.
-Machucou?
-Acho que ralei as costas. Como a gente vai sair daqui? -meu choro se intensificou ainda mais.
-Aqui é deserto.
-Será que tá longe?
-Acho que sim. Tá muito escuro.
-Bru, a única coisa que a gente pode fazer é tentar andar.

Andamos, andamos e andamos. Andamos quase meia hora, eu acho.

-Olha... É perigoso duas moças andarem sozinhas essa hora -uma voz surgiu sei lá de onde dizendo isso e após alguns risos.

Bruna apertou forte meu braço, eu fiz o mesmo! Era perceptível o cheiro de droga. O medo nos dominava. Algumas lágrimas escorriam de nossos olhos, enquanto quatro rapazes nos encaravam, cada um com um cigarro no dedo.

-Thiago? -uma voz feminina disse atrás de nós, nos fazendo virar.
-Era uma menina, de aproximadamente dezesete anos, com um farolete na mão.
-O que você tá fazendo aqui Stephanie? Já disse que não é pra você andar por aqui! -disse um dos rapazes.
-Tá tudo bem com vocês duas? -a moça, identificada com Stephanie nos perguntou.
-T-tá... Você p-pode nos indicar como sair daqui? -Bruna disse com a voz trêmula.
-Venham comigo! -ela saiu na frente iluminando o caminho com o farolete- Como vieram parar aqui?
-A gente foi na casa de uma decoradora, para frente da pista...
-E na volta fomos assaltadas, roubaram o carro! -Bruna continuou
-Vive tendo assaltos aqui por ser escuro e deserto.
-Você mora aqui? -Bruna perguntou e eu a cotuquei.
-Moro! -ela suspirou- eu me mudei aqui pra São Paulo em busca de uma vida perfeita, eu via amigas virtuais que moravam aqui e tudo pra elas era perfeito, fácil.. Elas tinham muito mais oportunidades do que eu! Enquanto eu tentava uma vez a cada dois anos, elas tentavam três ou quatro vezes no mês.

-Como assim? -Bruna perguntou sem entender direito.
-Calma, Bruna!
-Como você sabe meu nome? -Bruna perguntou assustada.
-Eu sou fã... Fã do seu irmão. Eu me mudei pra cá por causa do Luan!
-Você se mudou pra cá pra tentar abraçar o Luan? -dessa vez eu me meti no assunto.
-Sim! Mas nada era como eu imaginava. Deixei minha mãe doente, meu pai, meus irmãos, fugi de casa. Sem dar explicação alguma!
-Mas... -Bruna tentou falar, mas foi interrompida.
-Sim, hoje eu me arrependo. A vida perfeita que eu buscava, eu não encontrei. Minhas amigas virtuais? Só nos encontravamos em portas de hotéis ou emissoras de TV.
-E você conseguiu? -perguntei.
-Quatro vezes, mas foi tudo muito rápido, e... Tudo mudou!
-Por que? -Bruna perguntou.
-Eu imaginava que eu me mudaria pro mesmo condomínio do Luan, que eu iria em todos os shows. Como eu disse, imaginei uma vida que não existe. Quando cheguei aqui em São Paulo, não tinha pra onde ir. Arrumei a desculpa de um show do Luan e acampei por um mês. Na hora não consegui entrar pela falta do ingresso. Então me vi pela primeira vez perdida. Em uma cidade gigante, que não conheço ninguém, sem ter para onde ir. Sentei em uma praça e fiquei... Foi aí que conheci o Thiago. A gente ficou e vi a minha vida ficar pior ainda. O Thiago é dependente químico, vive do crime!
-E por que você tá com ele? -Bruna continuava seu interrogatório.

-Por causa -Stephanie suspirou e sua voz ficou embargada pelo choro- do meu filho, eu acabei engravidando do Thiago e a gente foi morar junto!
-Caramba! -Bruna colocou a mão na boca demonstrando surpresa.
-Chegamos, agora já tem luz e acho que vocês conseguem rede no celular! -Stephanie disse mudando o foco da conversa.
-Será que tem algum telefone público por aqui? Roubaram nosso celular! -eu disse.
-Se quiser te empresto o meu, só não tem crédito -Stephanie disse com um sorriso amarelo.
-Se puder emprestar agradeço! -disse e ela me entregou o seu celular.

Disquei os números da casa do Luan e assim que atendeu entreguei pra Bruna. Ela conversou um tempo com o seu pai e desligou.

-Meu pai tá vindo buscar a gente! -ela sorriu e ficamos conversando mais um tempo.

- Stephanie, muito obrigada por tudo, sem a sua ajuda acho que não estaríamos saindo daqui agora -Bruna disse assim que seu Amarildo estacionou o carro.

Assim que Bruna terminou de falar agradeci Stephanie e lhe fiz um convite.



    Demorei mas postei kkkk capítulo grandão pra vocês!
    O que será o convite que a Micaella fez pra Stephanie? E a história dela? Sinto cheiro de treta no ar! Calei-me.
    Amores, pelo amor de Deus, comentem! Juro pra vocês que é rapidinho e não cai o dedo! Eu vejo as visualizações da fanfic, sei que estão boas até, mas sem comentários desanima ): eu preciso saber o que vocês acham! O que gostam? O que não gostam? O que deve mudar? Devo tomar outro rumo? ... Quem faz a fanfic são VOCÊS!
    Sobre os erros de digitação, peço novamente para que desconsiderem, como sabem eu escrevo e posto pelo celular e é ruim pra editar!

POSTO O PRÓXIMO COM 8 COMENTÁRIOS!

2 comentários: